| | | Exposições - Realizadas | | | | | | |  D. Carlos, Um Homem do seu Tempo | | Passado o tempo suficiente que permite uma reflexão séria e desapaixonada sobre os acontecimentos e protagonistas dos últimos anos da monarquia portuguesa, e cem anos após a data em que ocorreu o regicídio onde perderam a vida o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, quisemos evocar a figura deste monarca, também ele indissociável da história do Museu Nacional dos Coches. | | Em 1864 com apenas cinco meses D. Carlos foi reconhecido em Cortes como o futuro sucessor de seu pai o rei D. Luís e, de certa forma, deu-se início à sua longa educação e preparação para a arte da governação que aconteceria 26 anos mas tarde. | | | | | O jovem príncipe recebeu uma educação exigente e moderna para o Portugal da época, facto para o qual terá contribuído a influência e orientação da mãe D. Maria Pia de Sabóia, a rainha italiana, cruzada com as raízes germânica de seu pai D. Luís e do avô paterno D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha. | | Habituou-se a acompanhar os pais nas inúmeras deslocações tanto em Portugal como pela Europa. Com apenas dois anos fez a sua primeira grande viagem precisamente a Itália onde conheceu o avô materno Vittorio Emanuele II de Sabóia e desde então nunca mais deixou de viajar. | | | Aos cinco anos já sabia ler português e francês, na época a língua internacional por excelência. A base da sua educação primária, embora desenvolvida no seio da Corte, adoptou as mesmas regras do ensino público de então, aproximando os príncipes das exigências educativas em vigor para os outros estudantes. Aos 9 anos de idade já recebia as primeiras aulas sobre as Leis do Estado, sob orientação do Conselheiro Martens Ferrão. | Num Portugal condicionado pela situação geográfica no extremo ocidental da Europa, D. Carlos conseguiu manter o contacto assíduo com os outros países europeus como a Espanha, a França, a Inglaterra, a Alemanha e a Itália e assim acompanhar a evolução não só política e social, mas também científica e cultural do seu tempo. D. Carlos foi, sem dúvida, um homem esclarecido do século XIX o que talvez o tenha afastado da Corte e da Nação portuguesas da época, seguramente menos progressistas. A Exposição organizada a partir de um conjunto de objectos da colecção do Museu Nacional dos Coches que pertenceram a D. Carlos e o acompanharam em diversos momentos da sua vida, desde a infância, como a primeira sela ou o primeiro carrinho de passeio oferecidos pelo rei de Itália; passando por um conjunto de selas de caça, utilizadas desde a juventude numa das suas actividades preferidas; indo também aos coches de gala usados na cerimónia do seu casamento com D. Amélia de Orléans, em 22 de Maio de 1886 ou pela carruagem de gala utilizada na cerimónia da sua aclamação como Rei, em 28 de Dezembro de 1889, até ao landau em que se deslocava na fatídica tarde de 1 de Fevereiro de 1908 onde perdeu a vida. | | Esta pequena homenagem é devida ao Rei que autorizou a criação do Museu dos Coches Reais inaugurado por D. Amélia em 23 de Maio de 1905. Mas também ao Homem que no seu tempo, há mais de cem anos, desenvolveu uma intensa actividade diplomática trazendo a Portugal os principais chefes de Estado europeus num grande esforço em favor do Diálogo como caminho de Paz entre as Nações, quando se pressentia já uma crescente tensão na Europa. | |  | |  O Giro de Nossa Senhora do Cabo e as Berlindas Processionais Inaugurada por Sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa D. José Policarpo e pela esposa do Senhor Presidente da República, Dra. Maria Cavaco Silva, a 23 de Maio de 2007, dia comemorativo da fundação do Museu Nacional dos Coches. Permaneceu aberta até 27 de Janeiro de 2008, na sala de exposições temporárias do Museu. «Exposição documental que, a partir das duas berlindas processionais da colecção do Museu desenvolve a história do culto de Nª Sª do Cabo Espichel, manifestação religiosa colectiva que, de forma continuada desde o séc. XV, envolve 26 freguesias integradas nos actuais concelhos de Lisboa, Sintra, Cascais, Mafra, Odivelas, Loures e Oeiras e que em cada ano recebem a imagem peregrina de N. S.ª do Cabo, e são responsáveis pela organização das festas em sua honra. A exposição reuniu um conjunto de objectos arqueológicos relacionados com os cultos pré-históricos na área de Sesimbra e Cabo Espichel, peças de arte sacra do século XVIII que fizeram parte do designado Tesouro de N. S.ª do Cabo e um conjunto diversificado de artefactos religiosos de cariz popular de diferentes épocas ligados a este culto religioso. Completa a exposição a exibição de um DVD com a duração de 15 minutos no qual é feito um enquadramento histórico do Giro com imagens em movimento das mais recentes procissões em que as berlindas foram utilizadas.» A Exposição foi apresentada em português e inglês. | | | |  D. Amélia, uma rainha um museu Inaugurada a 23 de Maio de 2006, dia comemorativo da fundação do Museu. Permaneceu aberta ao público até 30 de Abril de 2007 na sala de exposições temporárias do Museu Nacional dos Coches. «Exposição documental que ilustra a vida da rainha D. Amélia de Orleães e Bragança, fundadora do Museu, desde o seu nascimento em 1895 até à sua morte no exílio em 1951 e trasladação dos seus restos mortais para o Panteão Real de S. Vicente de Fora. A exposição, organizada em painéis, é complementada por um conjunto de objectos pessoais de D. Amélia provenientes das colecções do Palácio Nacional da Pena e do Paço Ducal de Vila Viçosa. Destacam-se o traje e arreio de montada de amazona da rainha, um busto em mármore datado de 1862 da autoria de Tomás Costa e um conjunto de desenhos e aguarelas executados pela própria Rainha. Completa a exposição a exibição de um DVD de 15 minutos no qual, para além de imagens em movimento da soberana, é feito um enquadramento histórico da sua permanência em Portugal.» Exposição foi apresentada em português e inglês. | | | |  Lisboa há 100 anos Inaugurada a 23 de Maio de 2005, no dia do Centenário do Museu. Permaneceu aberta ao público até 2 de Maio de 2006 na sala de exposições temporárias do Museu Nacional dos Coches «Exposição documental que ilustra os acontecimentos vividos em Lisboa no ano de 1905 através das notícias divulgadas nos jornais diários da época. Foram consultados mais de dois mil e quinhentos exemplares de 13 títulos diferentes e seleccionadas notícias relativas à actividade política, vida cultural, vida social, vida religiosa, vida quotidiana e actividade comercial. Na exposição, organizada em painéis que reconstituem graficamente páginas de jornal cronologicamente apresentadas de Janeiro a Dezembro, destacam-se a inauguração do Museu de São Roque, do Museu dos Coches Reais, da V Exposição da Sociedade Nacional de Belas Artes e a morte de Rafael Bordalo Pinheiro. Completa a exposição a exibição de um vídeo de 15 minutos com imagens de Lisboa da época.» A Exposição que despertou muita curiosidade nos visitantes nacionais, mereceu o interesse de inúmeros estrangeiros, apesar de se tratar de uma exposição documental exclusivamente em língua portuguesa, motivado pela ilustração das visitas oficiais a Lisboa efectuadas, em 1905, pela rainha Alexandra de Inglaterra, pelo Imperador da Alemanha, Guilherme II e pelo Presidente da República Francesa, Emile Loubet, e ainda pela exibição do documentário em vídeo sobre a vida em Lisboa de 1905. |  |
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